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Disco de serra mármore (disco de Makita): como escolher o modelo

Publicado em por Shark Superabrasivos

Para escolher o disco de serra mármore, conhecido na obra como disco de Makita, siga a indicação de material impressa no disco (porcelanato, granito ou uso geral), escolha o perfil da borda de acordo com o acabamento que você precisa e confira se o diâmetro, o furo e a rotação máxima combinam com a máquina. Esses quatro pontos resolvem a maior parte das dúvidas.

Por que o disco de serra mármore é chamado de disco de Makita

A serra mármore é a máquina portátil de corte com disco diamantado mais usada no Brasil, e uma das marcas mais conhecidas desse tipo de máquina acabou emprestando o nome ao disco. Por isso, na obra e no balcão, "disco de Makita" virou sinônimo de disco para serra mármore, seja qual for a marca da máquina. O que importa na hora de comprar é a compatibilidade de medida, furo e rotação, e não a marca da máquina.

Onde a serra mármore entra no dia a dia

Na obra, a serra mármore faz o corte reto de revestimentos, o ajuste da última fileira, a abertura de encaixes e o acerto de soleiras. Na marmoraria, ela complementa a cortadeira de bancada nos recortes, nos ajustes finos e nos serviços feitos na casa do cliente, como a abertura da boca de cuba na bancada já instalada. Por ser tão versátil, é comum a mesma máquina cortar materiais muito diferentes no mesmo dia, e é aí que a escolha do disco faz diferença.

Primeiro passo: o material que será cortado

Os discos para serra mármore são construídos para trabalhar melhor em determinados materiais, e essa indicação vem impressa no próprio disco. Em linhas gerais:

  • Porcelanato: discos de borda fina e fechada, que reduzem as lascas no esmalte, como o JL9 Porcelanato Extra Turbo.
  • Granito e pedras naturais: discos turbo com serrilha mais aberta, que removem material com rapidez, como o NT8 Granito Turbo.
  • Uso geral: discos universais, práticos para quem alterna materiais, mas que não substituem o disco específico quando o acabamento é crítico.

Para o porcelanato em especial, os detalhes estão em qual disco usar para cortar porcelanato.

Disco específico ou disco universal?

O disco universal é prático porque atende vários materiais com um único modelo, o que simplifica a caixa de ferramentas de quem faz serviços variados. O disco específico entrega um equilíbrio mais ajustado entre velocidade e acabamento no material para o qual foi desenhado. A escolha depende da rotina: quem corta principalmente porcelanato ganha ao usar um disco próprio para ele; quem alterna granito, porcelanato e outros revestimentos ao longo do dia pode preferir um universal para os ajustes e deixar o disco específico para os cortes em que a aresta fica aparente.

Segundo passo: o perfil da borda

Na serra mármore predominam os discos turbo. As variações de nome, como turbo, super turbo e extra turbo, indicam a finura da serrilha. Quanto mais fina e fechada, mais o disco privilegia o acabamento; quanto mais aberta, mais privilegia a velocidade em material duro. Não existe um perfil melhor em tudo: existe o perfil certo para o serviço do dia.

Terceiro passo: medida, furo e rotação

A maior parte das serras mármore trabalha com discos de 110 a 115 mm e furo de 20 mm, mas sempre vale conferir a máquina. A rotação máxima gravada no disco precisa ficar acima da rotação da máquina, que aparece na plaqueta dela. Em muitos discos da linha Shark essa informação está impressa junto da medida, no formato diâmetro × espessura × altura do segmento × furo.

Se a dúvida for entre tamanhos de máquina, o artigo qual tamanho de disco diamantado usar explica cada faixa.

Quarto passo: como o disco vai trabalhar

Alguns discos são indicados para corte a seco ou com água, outros para corte refrigerado. A refrigeração prolonga a vida útil e reduz a poeira, mas exige máquina adequada para uso com água. As diferenças estão em corte a seco ou com água.

Montagem e segurança

  • Monte o disco no sentido da seta impressa e aperte a flange com a máquina desligada da tomada.
  • Nunca retire a proteção da máquina.
  • Ligue a máquina fora da peça e só então comece o corte, com avanço constante.
  • Use óculos, protetor auricular e proteção respiratória.

Como avaliar se o disco está trabalhando bem

  • Corte: o disco entra na peça sem que seja preciso forçar a máquina.
  • Aresta: a borda do material sai sem lascas visíveis na face aparente.
  • Temperatura: o disco não escurece nem solta cheiro de queimado.
  • Estabilidade: a máquina não trepida e o corte segue a linha marcada.

Quando um desses sinais falha, a causa costuma estar no modelo inadequado para o material, na pressão excessiva ou na borda vitrificada.

Quando trocar de modelo

Se o disco lasca o material, provavelmente a borda é agressiva demais para ele. Se o disco demora a cortar e esquenta, pode estar vitrificado ou ser fino demais para o material. No segundo caso, antes de trocar, veja por que o disco diamantado perde o corte.

Para quem revende, a prática mais comum é manter no estoque ao menos um modelo para porcelanato e um para granito, já que o mesmo profissional costuma cortar os dois materiais na mesma semana.

No estoque, guarde os discos em local seco, na embalagem, longe de impactos que possam empenar o núcleo ou soltar segmentos. Um disco empenado vibra desde o primeiro corte e compromete a segurança, mesmo que esteja novo.

Onde encontrarA linha Shark para serra mármore reúne modelos para porcelanato, granito, lâmina e uso universal. Os produtos chegam ao profissional pelas lojas e distribuidores; se você é um deles, peça a tabela de atacado. Veja os modelos em discos para serra mármore.

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