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Qual lixa diamantada usar em granito, mármore e porcelanato?

Publicado em por Shark Superabrasivos

A lixa diamantada certa depende da pedra. No granito, duro e abrasivo, o desbaste exige mais tempo nos grãos baixos; no mármore, mais mole, a pressão deve ser menor para não marcar nem aquecer; no porcelanato, a lixa serve para refilar e acabar bordas, sem tentar repolir a face original da peça. Em todos, a sequência de grãos deve ser respeitada até o brilho desejado.

Por que a pedra muda o polimento

As lixas diamantadas trabalham por abrasão: o diamante preso na resina desgasta a superfície e substitui riscos grandes por riscos cada vez menores. Como cada pedra tem dureza e composição diferentes, o mesmo jogo de lixas se comporta de forma diferente em cada uma. Entender isso evita os dois problemas mais comuns: polimento que não chega ao brilho e superfície marcada pelo excesso de pressão.

A ordem dos grãos vale para todas as pedras e está explicada em sequência de lixas para polir granito. Aqui o foco é o que muda de uma pedra para outra.

Granito

O granito é duro e abrasivo, e é nele que a lixa mais trabalha. O desbaste com grãos baixos leva mais tempo e é o que define a qualidade final: marcas de corte que ficam nessa etapa não somem nos grãos finos. Em compensação, o granito tolera bem a pressão moderada e responde bem ao polimento com água, que resfria a lixa e a pedra.

  • Dedique mais tempo aos grãos 50 a 200.
  • Use água sempre que possível.
  • Confira os riscos contra a luz antes de cada troca.

Mármore

O mármore é mais mole e sensível ao calor e à pressão. Ele risca com facilidade e também pole com facilidade, o que exige mão leve. Pressão excessiva ou rotação alta nos grãos finos podem aquecer a superfície e marcar ou manchar pedras claras.

  • Reduza a pressão, principalmente nos grãos altos.
  • Mantenha a politriz em rotação moderada.
  • Evite ficar muito tempo no mesmo ponto.

O termo "brilho d'água", comum nas marmorarias, costuma se referir ao acabamento obtido nos grãos altos com água, em que a pedra fica com reflexo intenso.

Porcelanato

No porcelanato, a lixa diamantada tem outro papel. A face já vem polida ou acabada da indústria, e o trabalho da lixa se concentra nas bordas: refilar a aresta depois do corte, ajustar o ângulo de uma meia esquadria ou fazer um pequeno chanfro para proteger a quina. Tentar repolir a face inteira de um porcelanato raramente dá bom resultado.

Nas quinas em 45 graus, o acerto com lixa é a etapa final antes da colagem, como descrito em como fazer meia esquadria em porcelanato, depois do corte feito com os discos para corte 45º.

Quartzo e pedras industrializadas

Superfícies de quartzo e outras pedras industrializadas têm resina na composição e aquecem com facilidade. O polimento de bordas deve ser feito com água ou com lixas próprias para uso a seco, em rotação moderada e sem pausas longas no mesmo ponto, para não marcar a resina.

Pressão e rotação

Duas regras valem para todas as pedras. A pressão deve ser suficiente para a lixa trabalhar plana sobre a superfície, sem forçar; pressão demais aquece e marca, pressão de menos só desliza. A rotação pode ser mais alta no desbaste e deve diminuir à medida que os grãos ficam mais finos, para evitar calor na etapa do brilho.

Polimento a seco ou com água

O polimento com água é o padrão da marmoraria: resfria a lixa e a pedra, retira o pó e prolonga a vida útil das lixas. O polimento a seco é útil quando a água atrapalha, como em acabamentos feitos no local da instalação, com a bancada já montada. Nesse caso, use lixas com indicação para uso a seco, rotação moderada e proteção respiratória. Usar uma lixa feita para água em polimento a seco aquece a resina e reduz o rendimento.

Série numerada ou jogo em etapas

As séries com numeração de grãos, como a SP1 e a SP3, dão liberdade para montar a sequência conforme a pedra: mais etapas no granito, menos pressão no mármore. Os jogos em etapas, como o SP Dry e o SP Trio, simplificam o processo e padronizam o trabalho da equipe. O SP Dry tem indicação de uso a seco, prática para acabamentos no local da instalação.

Sinais de que a lixa está gasta

  • A lixa desliza sem remover os riscos do grão anterior.
  • A superfície esquenta mais rápido do que o normal.
  • A face da lixa fica lisa e brilhante, sem aspereza ao toque.
  • O acabamento fica irregular, com áreas mais foscas.

Lixa gasta não compensa: ela aumenta o tempo de serviço e pode deixar marcas que exigem voltar alguns grãos.

Erros comuns por pedra

  • Granito: sair do desbaste cedo demais, deixando marcas de corte que só aparecem no brilho.
  • Mármore: pressionar nos grãos finos e aquecer a superfície.
  • Porcelanato: tentar repolir a face inteira em vez de trabalhar só a borda.
  • Quartzo: polir a seco com lixa sem essa indicação e marcar a resina.

Quando a borda chega ao polimento com marcas profundas, vale revisar também o corte. Um disco vitrificado deixa a aresta queimada e irregular, como explica por que o disco diamantado perde o corte.

Para quem revende: quais lixas giram mais

Os grãos de desbaste gastam mais rápido que os de brilho, porque trabalham mais tempo e com mais pressão. Por isso, a reposição costuma ser desigual: o balcão vende mais grãos baixos do que altos. Manter a série completa, mas com estoque maior nos grãos iniciais, evita perder venda por falta de um grão específico.

Onde encontrarA linha Shark de lixas diamantadas tem as séries SP1 e SP3 e os jogos SP Dry e SP Trio. Os produtos chegam ao profissional pelas lojas e distribuidores; se você é um deles, peça a tabela de atacado. Veja os modelos em lixas diamantadas.

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